Comunicação entre o casal



A comunicação é um dos pilares que todos os relacionamentos. No entanto, em muitos casais a comunicação é difícil e foco de mal entendidos e discussões.

A comunicação é essencial em qualquer relacionamento, pois é através desta que sabemos e conseguimos amar. É importante que o nosso companheiro(a) saiba o que queremos, o que pensamos, o que sentimos, o que vivemos todos os dias e que nos conheça, compreenda e ajude quando necessário.

Podem colocar-se uma série de perguntas para se avaliar os problemas de comunicação com o seu parceiro(a). Por exemplo, se sente que não sabe que dizer ou acha que não tem nada interessante a dizer. Quando existe o medo de falar para não discutir ou ao fazê-lo sente que não é compreendido(a).

Se se identifica com estes exemplos então é porque está com dificuldades de comunicação com o seu parceiro(a).

Muitos casais tendem a mostrar uma “máscara social” quando se conhecem porque são, por vezes, condicionados por aquilo que acham que o companheiro(o) gosta ou influenciados por padrões de relação que lhes foram incutidos pela sua família de origem, ou em relações anteriores, etc. Este estilo de relação é, em grande parte, inconsciente e por isso leva a que as situações de sofrimento se repitam sistematicamente e levem ao desgaste da relação.

A Terapia de Casal desenvolve o conhecimento do cada um dos elementos do casal é e do que espera do outro(a), através da compreensão dos padrões de comunicação e de relação do casal promovendo uma convivência harmoniosa.

Interacções infantis - base de segurança para a vida.




 O Desenvolvimento de uma criança é o resultado das interações desta com o ambiente em que se insere. Cada experiência vivida resulta numa nova aprendizagem que influencia o seu crescimento, a aquisição de habilidades, as características que desenvolve e as relações que estabelece.


Se durante grande parte da História, as características particulares da criança foram largamente ignoradas, e foi frequentemente vista simplesmente como uma versão menor do adulto, atualmente é do saber comum que esta é uma das fases mais importantes da vida humana. A frequência, qualidade e intensidade das interações e relações, desde os primeiros tempos de vida, são por isso, de grande importância para a vida futura.


Os estudos e investigações desenvolvidos durante os últimos anos levam a concluir a importância das relações que se estabelecem neste período, nomeadamente, com os cuidadores, sejam eles pais, outros familiares ou cuidadores. É com base nestas primeiras relações que se vão construir as relações futuras.

As crianças que têm relações precoces seguras são mais capazes de regular suas próprias emoções, aprender através da exploração e lidar com as dificuldades quando elas surgem. Isto dá-lhes a resiliência e habilidades necessárias para o sucesso na escola e na vida adulta.

Depressão pós-parto e reorganização familiar




A depressão pós-parto pode inicialmente ser uma preocupação da saúde mental adulta, sendo que quatro em cada cinco mães sofrem algum tipo de "depressividade" nos primeiros meses após o parto, mas 10% tem a probabilidade de desenvolver uma Depressão.

A pesquisa confirma que esta dificuldade pode realmente ter implicações de longo prazo para a mãe e restante família (Cox, 1989). Assim liga-se diretamente no domínio da psicoterapia infantil, pois incide sobre a relação mãe - bebé, influenciando o desenvolvimento cognitivo (Cogill et al , 1986) e emocional ( Murray e Stein , 1989) da criança e ao domínio da Terapia de Casal com as dificuldades da Parentalidade.

Mesmo quando um bebé foi desejado, algumas mães e/ou pais podem ter dificuldades na ligação com seu bebé, que por sua vez podem desenvolver distúrbios de comportamento, como choro, pobres padrões de sono e recusa de mama. 

Esta situação acaba por causar um sofrimento duplo pois afeta tanto os pais como o bebé, com quem o contato emocional é repetidamente obstruído. 

É natural experimentar dificuldades em reorganizar-se com o nascimento de um bebé, mesmo de um ponto de vista mais prático onde há um novo membro da família com os horários de alimentação, sono e outros cuidados mais rígidos. No entanto, nesta fase da vida, há também um “revisitar” da vivência dos pais enquanto eles próprios bebés, podendo por isso haver também um “revisitar” das dificuldades deles próprios. Que cuidados tiveram ou não, como foram esses cuidados, etc.

Os pais necessitam reequilibrar os seus sentimentos e emoções em relação a si próprios e em relação aos filhos. Vários estudos sobre este assunto, indicam a importância da intervenção familiar (Likierman, 2003) porque, muitas vezes, estas dificuldades estão relacionadas com sentimentos inconscientes dos pais e que necessitam ser desmontados.

Pais e Filhos



Ser pai ou mãe pode ser um dos maiores desafios que a vida apresenta e nem sempre aqueles que o são, ou vão ser, se sentem preparados para tal experiência. Para além de alimentar, lavar e cuidar da criança, o papel parental passa também por proporcionar a proteção, educação e afeto necessários a um desenvolvimento saudável e equilibrado.

Muitas vezes se fala de “instinto paternal ou maternal”, por exemplo, quando alguém sabe que vai ser pai ou mãe, ainda que não o tivesse planeado mas que “de repente” deseja aquele bebé. Outras vezes este “instinto” não surge.

Investigações recentes concluem que o bem-estar da criança se baseia na promoção de boas práticas em que pelo menos três fatores interagem e se interligam uns com os outros:

Necessidades básicas das crianças;

Habilidades ou competências parentais;

O contexto social envolvente.

Mas ter um filho não torna automaticamente uma pessoa num pai ou numa mãe?

Apesar de o “tornar-se pai” ser uma condição fixada legalmente, não quer dizer que a função parental coexista, ou seja não existe uma causa-efeito sobre o facto de se ser pai ou mãe e em simultâneo conseguir ser um cuidador que atende às necessidades da criança, proporcionando este cuidado em quantidade suficiente e de qualidade.

A paternidade é um processo que é eminentemente psicológico e que os pais fazem sobre si mesmos. A relação dos pais com os filhos depende muito do modo como os próprios pais vivenciaram a sua experiência como filhos, o modo como foram cuidados e da segurança e afeto que receberam.

Quando há dificuldades a este nível é importante recorrer a ajuda especializada pois se por um lado as crianças não são todas iguais, as suas necessidades básicas são muitas e variadas, por outro, os pais muitas vezes podem sentir a frustração de fazer o máximo de esforço que se revela insuficiente, o que leva a sentimentos de culpabilidade, ansiedade e angústia e com um acompanhamento técnico eficaz é possível reajustar as competências parentais e da criança e equilibrar as relações pais-filhos para que se tornem satisfatórias para ambos.

Divórcio e Separação



É comum observarmos até em situações sociais casais divorciados em que as dificuldades, os problemas e a discórdia são evidentes. 

O fim de um casamento ou de um relacionamento é sempre uma situação de ansiedade. Ainda que haja comum acordo e racionalmente o casal considere ser a melhor opção, um divórcio é sempre uma separação e consequentemente existe uma perda e uma relação da qual é necessário fazer um luto. 

Neste sentido, alguns divórcios parecem continuar para sempre, com zangas e litígios infindáveis. É muito frequentes os casais que disputarem sobre a divisão dos bens, muitas vezes coisas de valor, como casas ou carros mas também outras sem aparente importância, como um prato específico ou um eletrodoméstico. No fundo são comportamentos reflexo de dificuldades internas em lidar com a separação. Aquele prato pode ser o único elo àquela pessoa com quem se partilhou uma casa, um tempo de vida, em quem se investiu afeto. 

Este processo é, assim, suscetível de trazer uma gama de emoções dolorosas, difíceis e até confusas, que são influenciadas pelas características pessoais e familiares de cada um dos elementos do casal e que, consequentemente, também interferem na vida futura de quem passa por este processo. 

A recomendação de uma Terapia de Casal é nestes casos muito importante. Não se trata de procurar uma reconciliação conjugal mas destinada a re-estruturar as relações entre os parceiros ou cônjuges. Os profissionais especializados em Terapia de Casal estão capacitados para ajudar os casais a reajustar a sua relação a partir deste mal-estar emocional e a criar a satisfação e bem-estar numa nova e diferente relação. Este é um tipo de Psicoterapia é imperativo quando há crianças envolvidas.

Transmissão Psíquica entre gerações





Todas as partes do organismo formam um círculo. 

Portanto, toda e qualquer parte é um princípio e um fim” 

Hipócrates


O conceito de transmissão psíquica entre gerações e sua influência na construção da personalidade de cada elemento da família e nos vínculos familiares é a base de uma terapia familiar psicanalítica.

Se por um lado cada elemento influencia o todo familiar com as suas características, acima de tudo é a família que influencia o indivíduo no seu desenvolvimento.

É como se cada pessoa antes de o ser já o era. Quando nasce um bebé, para além de um novo elemento cuja chegada provoca uma mudança na dinâmica da família, é também o recetáculo de desejos, fantasias e expectativas familiares. Por exemplo, antes do bebé nascer é comum os pais relatarem sonhos sobre como será o seu bebé ou fantasiarem sobre o que irá ser quando crescer.
Todas as pessoas nascem dentro de uma determinada família, família esta que nasce num determinado contexto social, que por sua vez está inserido numa determinada cultura. Nenhuma família é igual a outra logo a sua interação com o meio também é sempre diferente.

Assim sendo, alguém que nasce numa determinada família desenvolve-se num determinado percurso e com características que seriam diferentes se nascesse noutra.

Para além da herança genética, mais visível por ser observável fisicamente, também as características individuais, do grupo e a forma de relação que se desenvolve são herdadas. Quantos pais a dada altura do crescimento dos seus filhos pensarem estar a repetir comportamentos dos seus próprios pais, quando enquanto filhos os criticavam e juravam apés juntos nunca fazer tal coisa?

É aqui que reside a base da psicopatologia familiar. Na maior parte dos casos surge alguém que se evidencia como o problemático, no entanto, este é problema é sintoma das relações familiares que, na maior parte dos casos, não é visível pois está “mascarado” pelas dificuldades daquele elemento, que muitas vezes surge um pouco como depositário das dificuldades do grupo.

A finalidade do espaço Terapêutico Familiar é, por isso, a de propiciar transformações frente ao legado geracional, promovendo o surgimento de uma nova vida familiar, liberta das heranças psicopatológicas.

Psicoterapia Psicanalítica de Casal - o que se trata?

A Psicoterapia Psicanalítica de Casal procura compreender as características internas e as experiências do casal responsáveis pela...